Tentei há dois anos e não consegui a tempo. Vejo o GSA como um ritual de passagem entre tudo aquilo que ferve na minha cabeça para uma ação prática mais incisiva. Conhecer pessoas, me conectar com ideais semelhantes, passar por um tratamento de “choque” durante 30 dias do qual não esquecerei, com certeza, nunca em minha vida.
Eu quero participar, pois preciso de uma experiência como está. Forte, intensa, imersiva. E agora é o momento ideal, tanto pelo momento profissional que passo quanto pelo momento pessoal – quase depressivo.
Meu Compromisso:
Trazer para o dia-a-dia pessoal e na minha organização tudo que eu puder reaproveitar para ajudar a estes meninos e meninas a descobrirem que eles são verdadeiros guerreiros; e nem precisam de armas para sê-los.
Minha Ação:
Acho perfeita a idéia de imersão. Acho que isso faz toda a diferença. Até então, tenho tido formações sempre em curtos períodos e de forma, digamos, superficial. Participar do GSA é mergulhar totalmente em tudo aquilo em que acredito, com pessoas que pensam muito parecidas comigo. Cada atividade, cada pergunta, cada ensinamento, ainda mais vindo de várias partes do mundo, me darão subsídios pra tudo que eu for fazer com relação ao social daqui para frente na minha vida.
Eu faço a diferença:
Bom, eu vou relatar aqui dois casos, para efeito de comparação.
Em 2005, junto com outros 10 jovens, e com o apóio do nosso atual coordenador geral aqui da organização, mobilizamos uma grande discussão sobre o trabalho com juventude aqui na organização e criamos o Comitê de Jovens Gestores. Este grupo era responsável por decidir, junto com a direção da ong, tudo que fosse relativo à juventude a partir de então. Ajudei a criar o FalAlção, evento que reuniu cerca de 300 jovens, alunos, ex-alunos e interessados, durante todo um dia de sábado para ouvir deles onde é que o Projeto Arrastão estava errando com eles. Foi maravilhosa a experiência e saímos daqui com muitas perguntas, questionamentos, apontamentos, que nos levaram a criar um outro FalAção, 15 dias depois, para apresentar para eles o Programa de Formação de Jovens, até então inédito na entidade, e que mudou completamente o modo como se trabalhava com juventude aqui. Três anos depois, como único remanescente daquele grupo, puxei a organização do FalAção 3, o cravando definitivamente como uma metodologia de se trabalhar com juventude dentro da organização.
Outra experiência que, creio, pode ajudar a responder esta pergunta, é a mobilização junto a amigos da faculdade para que criássemos um jornal sobre futebol na periferia, como forma de valorizar os moradores. Depois de fazer o meu TCC com este tema, e juntos gravarmos um documentário contando a história de determinados moradores aqui do Campo Limpo e sua relação com o futebol – Contos da Várzea, provoquei na discussão de ampliarmos este trabalho de modo a dar mais visibilidade do futebol não só como formação de diversão, mas como ação que expressão certos valores culturais da região. Desde então nós lançamos o blog Contos da Várzea – www.contosdavarzea.blogspot.com – um documentário homônimo, um programa de rádio na Nova Difusora FM, de Osasco, São Paulo e um jornal chamado “O Varzeano”, que está agora na sua segunda edição com 7 mil exemplares e distribuição gratuita.